Do underground ao mainstream: o que é o fenômeno Matuê?

O rapper de fortaleza, que ocupa a 13ª posição da Billboard Brasil®, já percorreu diversos estilos musicais durante sua carreira. Conheça suas fases:

Matheus Brasileiro Aguiar, mais conhecido como Matuê, é um verdadeiro mago da música brasileira, tendo se aventurado por diversos gêneros e ritmos musicais durante toda sua trajetória na indústria.

Matuê não é apenas um artista que usa a internet, ele absorveu, compreendeu e moldou o algoritmo ao seu favor, entendendo as tendências e lançando suas próprias, desenvolvendo uma identidade artística e visual, extremamente característica (quem não reconhece os dreads roxos e o “dedo do gorila”) de forma a se tornar um exemplo em diversas bolhas.

Conheça agora, as fases pelas quais o Tuê passou pela sua carreira:

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1. A Consolidação e a Era dos Singles (2016 – 2019)

No início da carreira, Matuê popularizou o trap comercial com melodias chicletes embaladas pelo uso característico do autotune.

  • O Estilo: Letras focadas em ostentação, vivências urbanas, curtição e drogas.
  • Marcos Sonoros: Músicas como Anos Luz (2017) e o hit viral “Kenny G” (2019) ditaram o som do gênero na época.

2. A Era “Mago”: Máquina do Tempo (2020 – 2022)

Matuê mudou o patamar da indústria ao lançar seu primeiro álbum, estabelecendo uma estética psicodélica e futurista inspirada na cultura pop e nos anos 1980.

  • A Reinvenção: Adotou o codinome de “Mago” e apostou em lançamentos surpresas acompanhados por grandes campanhas de marketing visual.
  • Resultado: Colocou todas as faixas de Máquina do Tempo no Top 15 do Spotify Brasil simultaneamente, revolucionando o consumo de álbuns de rap no país.
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3. A Era “Sábio”: 333 (2024)

Após um período de autodescoberta e reflexão sobre o peso da fama, o artista abandonou completamente os clichês do trap ostentação para entregar uma obra madura e existencial.

  • A Reinvenção: Uma sonoridade totalmente híbrida e orgânica, fundindo o trap com instrumentos vivos, guitarras de rock, e nuances de MPB, blues e reggae. As composições tornaram-se confessionais e espirituais.
  • Resultado: O álbum 333 quebrou o recorde de maior estreia do Spotify Brasil com mais de 16 milhões de reproduções em 24 horas, destacando faixas reflexivas como “Crack com Mussilon”

4. A Era “Rebelde”: XTRANHO (2025)

Em uma virada drástica e com total independência após encerrar seu contrato com a gravadora Sony Music, o rapper assumiu uma postura contestadora em seu terceiro disco.

  • A Reinvenção: Com o codinome de “Rebelde”, ele optou por ignorar as fórmulas prontas do mercado tradicional e o apelo puramente comercial do mainstream. Entregou um projeto cru, cruza de trap clássico e experimentações sonoras distorcidas de vanguarda.
  • Diferencial: Uma estética agressiva e underground que desafiou as expectativas criadas pelo público do álbum anterior.
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Você já sonhou com este homem?

COLABORAÇÃO: ANNABEAXS